quinta-feira, 22 de junho de 2017

Chuva Sobre a Terra Seca


TEXTO: Isaias: 44: 3, 4  /  55: 10, 11

O profeta Isaías, filho de Amoz profetizou durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria e à resistência de Jerusalém ao cerco das tropas de Senaqueribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios. Este livro esta repleto de profecias e revelações acerca do juízo, redenção, vinda do Messias, e Salvação. O significado do nome Isaías é “Salvação do Senhor” O profeta Isaías profetizou muito acerca de um homem que viria para salvar a humanidade, e tirar o pecado do mundo.

Para melhor entendermos voltaremos um pouquinho. Isaias: 1: 2 ao 5, e 30

A profecia de Isaías apresenta duas partes distintas. Do capítulo 1 até ao 39, o foco está principalmente no juízo de Deus que paira sobre Judá e Jerusalém, e também sobre as nações vizinhas, como a Babilônia. Em todas essas mensagens, Isaías relembrava o povo de que o livramento estava disponível na mão soberana de Deus. A primeira metade termina com um relato detalhado da oração de Ezequias para que Deus santificasse Seu nome, que o assírio Senaqueribe estava depreciando, e para que Deus desse livramento aos israelitas, destruindo o exército da Assíria. A despeito de ter Deus respondido a esta oração com um livramento miraculoso, Judá continuou a se rebelar contra Ele, trazendo com isso sua própria queda.

E Isaías continua do Cap: 28 ao 31 dizendo Ai de ti Efraim, Ai da cidade de Davi, Ai da nação obstinada, Ai dos que descem ao Egito. E por causa do pecado Israel estava como uma terra seca, quantas vezes por causa do pecado ficamos como uma terra seca. Abaixo segue algumas especificações de uma terra seca......

1. TERRA SECA semente não germina em terra seca. Assim muita das vezes esta o coração!

2.TERRA SECA não tem valor; ninguém valoriza. Para o mundo, o homem que não produz não tem valor. (Mateus: 13: 1 ao 9) 1.

3. TERRA SECA sofre abandono e torna-se um deserto. Deus quer que do seu interior flua rio de águas viva. João: 7: 38

4. TERRA SECA devido à falta de água rompe-se em fendas ou brechas. Deus deseja fechar todas as brechas que há em sua vida.

5. TERRA SECA pouca água não resolve, desaparece nas fendas ou nas brechas.

6. TERRA SECA só se torna fértil com fartura de água. Existe um Deus disposto a derramar chuva sobre a sua vida.

7. TERRA SECA pode ser você, porém, Deus convidar você para inundar a tua alma com águas do Espírito Santo.

CONCLUSÃO: Salmo de Salomão: 72: 6.   /   Deuteronômio: 32: 2.

Que Deus vos abençoe, em nome de Jesus!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os Quatro Tipos de Solo do Coração Humano


Nós vamos aprender, por meio deste texto sagrado, que Jesus comparou o coração a um campo ou terreno em que a semente é lançada; os frutos que a semente produzira dependera do tipo de solo que for o coração. Jesus falou do solo a beira do caminho, do solo rochoso, do solo cercado de espinhos e do solo fértil.

O Solo a beira do caminho
O solo a beira do caminho, representa um coração divido, que não esta inteiramente no caminho (MT 13.19). Em 1RS 18.21, o profeta Elias fez uma pergunta ao povo: “Ate quando coxeares entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porem o povo lhe não respondeu nada”. Não podemos ter o coração dividido; precisamos servir inteiramente ao senhor.

De acordo com MC 10.46-52, o cego Bartimeu vivia a beira do caminho; entretanto, após ter um encontro com Jesus, e ter os seus olhos abertos, ele passou a seguir Jesus no caminho.

Em JO 14.6 Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao pai se não por mim”. Não podemos viver a margem do caminho; precisamos andar no próprio Caminho.
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O Solo rochoso
O Solo rochoso ou pedregoso representa um coração endurecido. São pessoas que acreditam apenas em coisas superficiais, pois não a solo fértil para as raízes penetrarem (MT 13.20-21). De acordo com MT 13.15, Jesus encontrou um povo com o coração tão endurecido, que ele citou o cumprimento da profecia de Isaias, dizendo: ”Porque o coração dest5e povo esta endurecido, e ouviu de mal grado com seus ouvidos e fechou os olhos, para que não veja, e ouça com os ouvidos, e compreenda com o coração, e se converta, e eu o cure”.

De acordo com 1SM 25.37, Nabal era um homem muito rico;  porem, o seu coração era tão insensível para com as necessidades das pessoas que, ao final de sua vida , o seu coração ficou como pedra.

Em EZ 11.19-20, o senhor promete fazer um verdadeiro transplante espiritual no coração de pedra das pessoas, dizendo: “E lhe darei um mesmo coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei um coração de carne; para que andem no meus estatutos , e guardem os meus juízos , e os  executem ; e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus”.

Solo cercado de espinhos
O Solo cercado de espinhos representa um coração sufocado pelas preocupações deste mundo (MT 13.22). Os espinhos tentam embaraçar as plantas, para que não cresçam e se desenvolvam. Em HB 12.1, o escritor sagrado afirma que devemos nos desembaraçar de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, correndo com perseverança a carreira que nos esta proposta.

Em 2TM 2.4, Paulo afirma que o cristão, como soldado que é, não deve viver embaraçado com os negócios desta vida.

Em LC 21.34, Jesus advertiu a todos nos, dizendo: ”E olhai por vos, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vos de improviso aquele dia”.

Solo fértil
O Solo fértil representa um coração preparado e sensível a palavra de Deus. Um coração que possui um solo fértil e um coração frutífero e abundante (MT 13.23). Um coração com solo fértil e aquele precioso campo cheio de lentinhas que Samá defendeu (2 SM  23.11-12 ).  Precisamos defender o nosso coração de todo ataque do inimigo.

No SL 119.11, o salmista disse: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar conterá ti”.

Em LC6. 45, Jesus disse que: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundancia do seu coração fala a boca”.  Que o senhor guarde o nosso coração, e que o nosso coração seja um deposito das bênçãos do senhor (FP 4.7).

Conclusão

Em PV 4.23, Salomão nos deu um sábio conselho, dizendo: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às saídas da vida”.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

John Wesley e o Desafio de Escola Para as Crianças Pobres


ESCOLA PARA CRIANÇAS POBRES
Parte l

Em junho de 1739, Wesley se encarregou de resolver um problema que angustiava os moradores da região de Bristol. Não havia uma escola nas instalações das minas de Kingswood. Ele estava especialmente preocupado com aquelas crianças pobres que deviam não apenas aprender a ler, escrever e fazer contas, mas também conhecer Jesus Cristo e a Palavra de Deus. Ele, portanto, levou avante um plano que foi concebido primeiramente por Whitefield: construir uma escola perto de Two-Mile Hill, com um grande espaço para pregação, acomodação para dois professores, e um convite para estudantes de todas as idades, incluindo também pessoas já idosas.

Wesley construiu uma nova escola em Kingswood, fora de Bristol. Três semanas antes da reabertura da escola, no dia 24 de junho de 1748, a Conferência gastou bastante tempo estabelecendo as regras e o currículo da escola, que era destinada a instruir crianças “em todos os ramos do conhecimento útil”, desde o alfabeto até as qualificações apropriadas para o “trabalho do ministério”. A lista de matérias era impressionante: leitura, escrita, aritmética, francês, latim, grego, hebraico, álgebra, música. Para as aulas de inglês e cinco outras línguas, Wesley escreveu e publicou gramáticas. Começando na primeira classe com estudantes de seis a dez anos, o esquema incluía trabalho em línguas, as crianças traduziam e vertiam livros tais como Instruções para Crianças, e Praelectiones Pueriles. Na terceira classe os estudantes liam as Confissões de Santo Agostinho; na quarta, liam Cesar. A sétima classe era o nível máximo e nesse ponto esperava-se que repetissem a Ilíada de Homero, que fizessem versos em grego e lessem a Bíblia Hebraica. Wesley estava convencido que qualquer estudante que completasse o currículo de Kingswood seria um estudante melhor que noventa por cento dos graduados em Oxford e Cambridge.

A severidade do programa Journal se igualava em rigor com a disciplina acadêmica. Como tinha sido proposto originalmente, a rotina começava com orações particulares e cânticos, às 4 horas da manhã, e seguia através de várias matérias acadêmicas, práticas devocionais, refeições e a hora de dormir às 8 da noite. As manhãs e as tardes terminavam com um breve intervalo para “andar ou trabalhar”. A ausência de recreação era explicada simplesmente: “Aquele que brinca quando criança, brincará quando for homem”. O cardápio foi organizado cuidadosamente por Wesley incluindo o jejum na sexta-feira, que deveria ser observado até as três horas da tarde por todos que estivessem com saúde.

Parte ll

Na primeira metade do ano de 1768 os alunos da Escola Metodista de Kingswood passaram por importantes experiências. Uma carta, de 18 de maio e dirigida a John Wesley, informa sobre os acontecimentos. Diz: “A obra de Deus continua em Kingswood. Dos cento e trinta membros que se somaram à sociedade desde a última conferência, a maioria recebeu a fé justificadora e continua regozijando-se em Deus, seu Salvador. E o que é mais assombroso, não conheço nem uma só que tenha tido uma recaída. O derramamento do Espírito sobre as crianças do Colégio não tem sido excessivo. Creio que todos têm sido afetados, sem exceção, uns mais que outros. Doze deles encontraram a paz no Senhor e alguns de uma forma realmente extraordinária. Estes já não duvidam em absoluto do favor de Deus, como não duvidariam de sua própria existência. E o Senhor continua com eles, ainda não de uma forma tão poderosa como algumas semanas atrás”.

James Hindmarsh, um dos professores de Kingswood, também relatou à Wesley os acontecimentos extraordinários ocorrido na Escola. Diz ele:
“Na quarta-feira, dia 20 de abril de 1768, Deus se apresentou surpreendentemente diante de nossas crianças. Desde algum tempo temos notado uma preocupação séria em alguns deles. Mas nesta noite, enquanto estavam em suas dependências privadas, o poder de Deus se manifestou a eles como um grande vento que os fez clamar por misericórdia. Espero que esta noite, na qual vinte jovenzinhos experimentaram uma angústia suprema, não será jamais esquecida. Deus deu a paz a dois deles, J. Glascot e T. Maurice. Nunca vi tão grande manifestação do amor de Deus. Certamente eles se regozijaram com uma alegria indescritível. Não temos necessidade de exortar-lhes à oração, porque o espírito de oração inunda todo o colégio. Enquanto escrevo, os gritos de vários garotos, desde seus respectivos departamentos, ressoam em meus ouvidos. Desde que comecei a escrever, outros oito também foram liberados e se regozijam em Deus. São: John Coward, John Lyon, John Maddern, John Boddily, John Turgar, Charles Brown, William Higham e Robert Hindmarsh. Suas idades são de oito a catorze anos. São poucos os que resistem à obra e é provável que não consigam agüentar por muito tempo. Isto porque as orações dos que crêem parecem vencer todos os obstáculos. Também parece crescer em grande medida a obra de Deus entre os mineiros de carvão.


Eu já havia encerrado esta carta, mas continuo escrevendo para informar-lhe que mais dois de nossos meninos encontraram a paz e outros estão experimentando uma profunda convicção do pecado. Alguns de nossos amigos de Bristol estão aqui e ficaram estupefatos diante destes acontecimentos. Este é o dia que tanto desejamos ver, o dia que você vislumbrava e pelo qual suportou tanta oposição pelo bem destes pobres meninos”.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O Amor Pela Família


“...melhor é o teu amor do que o vinho... Cantares: 4: 10”

A família é uma das credenciais com grande importância que o cristão em geral tem para mostrar. É claro que existem outras credenciais que precisam fazer parte da vida de um cristão tais como: nascer de novo, integridade, lealdade, aliança, amor, verdade e etc...

Cuide daquilo que Deus te entregou, sua preciosa família, ame-a, lidere-a com carinho, seja atencioso com sua esposa e filhos, de igual modo, a mulher cristã seja uma companheira idônea ao lado do seu esposo.  “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente. 1Timóteo: 5: 8”. Meu conselho no Senhor é que nunca o seu ministério poderá ser mais importante que o seu lar.

O autor de diversos livros evangélicos Derek Prince diz: “Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar” Temos entendido que no reino do Senhor Jesus, existe uma ordem de prioridade, e quando a observamos desfrutamos o melhor de Deus para a família.

Procure colocar a seguinte ordem de prioridades: em primeiro lugar: Deus, segundo lugar: a família, terceiro lugar: a igreja e ministério. “e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina com todo o respeito. 1Timóteo: 3: 4”. É de responsabilidade de o marido cuidar da vida espiritual da família “Esposa e Filhos” e suprir suas necessidades. Aonde você chegar com certeza uma credencial importante vai fazer a diferença: A sua vida familiar. Ame a sua esposa, ame os seus filhos, ame o seu lar.


O que você tem de mais importante e precioso é a sua família, um projeto de Deus entregue em suas mãos. O desejo do meu coração é que Deus abençoe você e sua família. Que Deus te abençoe!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Produzindo o Fruto do Espírito


Ser batizado no Espírito Santo é estar em comunhão com Deus e andar segundo a sua vontade, o Espírito Santo habilitando em nosso corpo nos leva a um maior nível de santidade. Desta maneira é impossível ser batizado no Espírito Santo e levar uma vida de pecado e relaxamento espiritual, a bíblia nos ensina que os frutos classificam a árvore, vejamos:
Mateus: 7: 15 ao 20. Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim produzir bons frutos. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e atirada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Esta é a verdade bíblica, o Espírito que habita no crente leva-o a santidade pois este Espírito é o Espírito Santo, Ele luta contra a nossa carne:
Gálatas: 5: 16 ao 18. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Por tanto precisamos viver uma vida digna do Senhor Jesus, produzindo frutos espirituais para glória de Deus. O apóstolo Paulo nos ensina claramente os tipos de frutos que devemos produzir quando estamos cheios de Deus. Vejamos:
Gálatas: 5: 22. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Caridade (Gr. Ágape) Amor, interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Romanos: 5: 5 / 1Coríntios: 13 / Efésios: 5: 2 / Colossenses: 3: 14).

Gozo (Gr. Chara) Alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessa e na presença de Deus a todos aqueles que recebem Jesus como Senhor de suas vidas (Salmos: 119: 16 / 2Coríntios: 6: 10 / 1Pedro: 1: 8 / Filipenses: 1: 4)

Paz (Gr. Eirene) Quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Romanos: 15: 33 / Filipenses: 4: 7 / 1Tessalonicenses: 5: 23 / Hebreus: 13: 20)

Longanimidade (Gr. Makrothumia) Paciência e perseverança, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Efésios: 4: 2 / 2Timóteo: 3: 10 / Hebreus: 12: 1)

Benignidade (Gr. Chrestotes) Amabilidade, ou seja, desejo de não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor ou tristeza (Efésios: 4: 32 / Colossenses: 3: 12 / 1Pedro: 2: 3)

Bondade (Gr. Agathosune) Zelo pela verdade e pela retidão, repulsa pelo mal; pode ser expressa em ato de bondade (Lucas: 7: 37 ao 50) ou na repreensão e na correção do mal (Mateus: 21: 12 e 13)

(Gr. Pistis) Lealdade, Fidelidade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mateus: 23: 23 / Romanos: 3: 3 / 1Timóteo: 6: 12 / 2Timóteo: 2: 2 / Tito: 2: 10)

Mansidão (Gr. Prautes) Moderação associada a força e a coragem, descreve alguém que pode irar-se com equilíbrio quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Timóteo: 2: 25 / 1Pedro: 3: 15; vejamos comparações entre os dois comportamentos de: Jesus em Mateus: 11: 29 com 23 / Paulo 2Coríntios: 10: 1 com 10: 4 ao 6 / Gálatas: 1: 9 / Moisés em Números: 12: 3 com Exôdo: 32: 19 e 20)

Temperança (Gr. Egkrateia) Domínio próprio, controle sobre os nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais e a pureza (1Coríntios: 7: 9 / Tito: 1: 8 e 2: 5)

Estes são os frutos do Espírito Santo na vida daqueles que são realmente cheios do Espírito Santo. Paulo declara que não existe lei que nos empeça de viver desta maneira.


Produza frutos para glória de Deus. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Exército de Gafanhotos e seu Objetivo


O livro do profeta Joel um livro pequeno composto por três versículos, mais de suma importância, um livro profético escrito por um profeta pequeno de acordo com a bibliologia, mais que escreveu coisas grandes inspiradas por Deus. A mensagem de Joel possui um conteúdo espiritual tão profundo que influenciou mais pessoas do que a mensagem de outros profetas de maior expressão nas escrituras. Este livro de Joel é muito lembrado pelo povo de Deus, pelo menos por três grandes mensagens.

·         Um alerta em relação ao grande dia do senhor
·         Um chamado ao quebrantamento espiritual
·         Uma promessa do derramamento mundial do espírito

O profeta Joel também fala do poder destrutivo e devastador dos gafanhotos. O gafanhoto é símbolo de devastação econômica, o gafanhoto é classificado como um inseto saltador que se alimenta exclusivamente de vegetais. Onde pousa uma nuvem de gafanhotos tudo é devastado em poucas horas. O profeta Joel nos fala de quatro espécies de gafanhotos: a lagarta, o gafanhoto, a locusta, o pulgão, em outra versão bíblica (RA) Revista Atualizada, consta: o gafanhoto cortador, o gafanhoto migrador, o gafanhoto devorador, e o gafanhoto destruidor.

·         O gafanhoto cortador é o que se aloja na árvore e vai cortando os seus galhos.
·         O gafanhoto migrador é o que veio de outros lugares causando prejuízo.
·         O gafanhoto devorador é o come as folhas que ainda restaram.
·         O gafanhoto destruidor é o que devasta o pouco que sobrou.
Que o Senhor Jesus nos guarde desses terríveis gafanhotos que vem para nos deixar na miséria!

O exército que Deus enviou contra Israel tinha um objetivo, não era um exército com soldados fortemente armados, com guerreiros, com lanças, com flechas, com escudos e armaduras; era um exército de gafanhotos.
O povo de Israel tinha virado as costas para Deus, então Deus com sua infinita sabedoria enviou o exército de gafanhotos que devastou tudo que o aquele povo tinha, o povo agora esta sem nada e Deus chama Joel para tocar a trombeta do avivamento e colocar o povo de Israel para buscar e se voltar para Deus.

Joel 2: 15 ao17. Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembléia solene.
Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento.
Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que os gentios o dominem; por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?

Ao lermos o capitulo 2 do livro de Joel, nós vamos descobrir que ele fala de dois tipos de trombeta: a trombeta que adverte o povo para vinda do Senhor (Jl: 2: 1), e a trombeta que convoca o povo para um ajuntamento espiritual (Jl: 2: 15). Podemos entender que, antes que soe o toque da trombeta do arrebatamento da igreja, Deus conclamará o seu povo ao avivamento. Acredito que o Senhor operara um grande avivamento mundial antes do arrebatamento da sua igreja.

·         O chamado para o avivamento

O senhor convoca o povo para um grande ajuntamento espiritual, acompanhado de jejum, oração e um profundo quebrantamento por parte de todas as pessoas. Este ajuntamento solene deve envolver crianças, jovens e anciões.
Em 2Cr. 7: 14, o Senhor nos da à receita do avivamento, dizendo: E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

O povo agora começa a se achegar a Deus e as coisas começam a mudar. Devemos atender ao chamado do Senhor para o avivamento, tanto pessoal como coletivo, e seguir a sua receita espiritual para o avivamento a qual consiste em: quebrantamento espiritual, humilhação na presença do Senhor, oração incessante, arrependimento sincero, conversão genuína e renovação do nosso amor para com o Senhor. E então podemos nos alegrar porque o Senhor restituiu os anos que foram consumido pelo gafanhoto, a locusta, o pulgão e a lagarta o grande exército que enviou contra o seu povo. (Jl: 2: 23 ao 25)


Que Deus te abençoe rica e poderosamente através desta palavra!

terça-feira, 21 de março de 2017

O que é Teologia


Diversos são os conceitos e entendimentos sobre a “teologia”. É imprescindível o entendimento do termo para evitar equívocos sobre seu real significado. De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, é difícil encontrar uma boa e abrangente definição para a teologia, pois praticamente todas elas são, ou simples demais, ou tendem a dar mais importância a uma das fontes de uma teologia totalmente desenvolvida, excluindo outras.  A teologia sofreu preconceito em todas as eras da história e por diversas ocasiões recebeu o tratamento de mitologia pagã. Orígenes foi o primeiro a empregá-lo no contexto cristão como “a sublimidade e a majestade da teologia”. A partir de Eusébio de Cesaréia, a palavra popularizou-se no cristianismo.

A teologia não foi criada por si mesma, no sentido que a revelação e a fé tenham-na criado ou construído. As duas palavras gregas que formam o termo indicam o seu objetivo. “O termo teologia vem do grego theôs, "deus", e Iogos, "estudo", "discurso", "raciocínio". Assim, essa palavra indica o estudo das coisas relativas a Deus, à sua natureza, obras e relações com os homens, etc. Uma definição léxica diz: um corpo de doutrinas acerca de Deus, incluindo seus atributos e relações como homem; especialmente aquele corpo de doutrinas estabelecido por alguma igreja ou grupo religioso em particular". Essa é uma definição restrita. Mas esse vocábulo também é usado em um sentido mais geral: "O estudo da religião, que culmina em uma síntese ou filosofia da religião; além disso, uma pesquisa crítica da religião, especialmente da religião cristã".

Charles Ryrie destaca que existem pelo menos três elementos incluídos no conceito geral de teologia:

[1] Teologia é inteligível. Ela pode ser compreendida pela mente humana de maneira ordenada e racional. [2] Teologia requer explicação. Isso, por sua vez, envolve a exegese (análise dos textos no original) e a sistematização de ideias. [3] a fé cristã tem sua base na Bíblia, por isso a teologia cristã é um estudo baseado na Bíblia. Logo, teologia é a descoberta, a sistematização e a apresentação das verdades a respeito de Deus.

Para Geisler a teologia é o estudo daquilo que é referente a Deus, seja a sua natureza, as suas obras, bem como a sua relação com a sua criação (o homem). É um discurso racional a respeito de Deus.  Berkhof diz em sua sistemática que a Teologia é o conhecimento sistematizado de Deus de quem, por meio de quem, e para quem são todas as coisas.  Para Rahner, teologia é a explanação e explicação consciente e metodológica da revelação divina recebida e apreendida na fé (…) A tarefa da teologia é articular os elementos conceituais implícitos na fé cristã. 

            Na construção de um bom conceito para a teologia, Medrado faz uma observação: De que se trata a teologia? De Deus e tudo o que se refere a ele, isto é, o mundo universo: a criação, a Salvação e tudo o mais. E isso está já na palavra mesma de “teologia” estudo de Deus. Mas como Deus é o determinante de tudo, então, qualquer coisa pode ser objeto de consideração do teólogo. Deus, com efeito, pode ser definido como a realidade que determina todas as realidades.

            No contexto da religião cristã, Myatt afirma que “a teologia não é o estudo de Deus como algo abstrato, mas é o estudo do Deus pessoal revelado na Bíblia. Necessariamente isso inclui tudo o que é revelado sobre Ele e as suas obras e relações com as criaturas”.  Para Strong a “teologia é a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo”. De acordo com Gruden, “teologia é o estudo de Deus e de todas as suas obras”. Para Hodge “teologia não é somente ‘a ciência de Deus’ nem mesmo ‘a ciência de Deus e do homem’, ela também dá conta das relações entre Deus e o universo”. Um bom conceito para a teologia deve considerá-la como o estudo das relações do Criador (Deus) com a criatura (homens).

Conceituar a teologia simplesmente como o estudo de Deus seria muita presunção para o ser humano, uma vez que, Deus, transcende o entendimento humano. Em outras palavras, a mente humana é incapaz de estudar, ou conhecer a Deus na sua plenitude. Deus se revela ao homem, e este, é capaz de conhecê-lo. O conhecimento produz um relacionamento, que não necessariamente, permita um conhecimento pleno da “mente” de Deus. O relacionamento produzido por um relacionamento íntimo com Deus permite ao homem viver na plenitude daquilo que Deus projetou para ele. Deus é conhecido através das suas obras e das suas atividades. Por isso a teologia dá conta destas atividades na medida que elas acompanham o nosso conhecimento. 

Deus pode ser conhecido e é possível ao homem conhecer a Deus. Isso torna a teologia plenamente possível. De acordo com Strong existem ao menos três possibilidades para a teologia: [a] Deus é um ser real que se relaciona com o universo; [b] A mente humana é capaz de conhecer a Deus e perceber sua relação com o universo; e [c] Deus provê sua revelação (João 17.3: E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Efésios 1.17: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação).

Hordern destaca que a teologia é um tratado ou desenvolvimento bem ordenado do pensamento que se possa obter a respeito de Deus. De acordo com este autor “a palavra ‘Deus’ não pode ser definida de forma exaustiva, mas é normalmente empregada para representar o que quer que se creia como sendo o fato ‘último’, a fonte da qual tudo o mais teria provindo, o valor supremo ou a origem de todos os valores da existência. Deus vem a ser o ente admitido como sendo digno de constituir-se no alvo e no propósito da vida. A luz de tais considerações, torna-se evidente que ninguém poderá passar sua existência sem a adoção de alguma forma de teologia”.

De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe o termo “teologia” pode ser usado tanto para abranger um estudo dogmático de uma parte das Escrituras, como do todo. Dessa forma, é correto falar da teologia do Antigo Testamento ou da teologia do Novo Testamento. O termo “teologia”, segundo este dicionário, assume um sentido mais amplo, ou seja, tem a finalidade de cobrir todo o conteúdo do ensino das Escrituras que o homem pode vir a conhecer em relação à Deus, e também o relacionamento de Deus com tudo o que Ele criou.

A teologia cristã estruturou-se na história relacionando-se com a filosofia. Sobre esta relação e sobre a história da teologia cristã Domingos destaca que:

Um fato importante da História da Teologia cristã, é que ela exige, inevitavelmente, certa consideração sobre a filosofia e as influências filosóficas. A partir do século II, quando começa a nossa história, a filosofia torna-se a principal interlocutora da teologia, e mesmo com a oposição de alguns pais da Igreja, como por exemplo, o teólogo cristão norte-africano Tertuliano, quando perguntou retoricamente: "O que Atenas tem que ver com Jerusalém? E o que a Academia tem que ver com a igreja?", querendo protestar contra o uso crescente da filosofia grega (Atenas/academia) pelos pensadores cristãos que deveriam ter se fundamentado exclusivamente nas escrituras e em fontes cristãs (Jerusalém/igreja). O Pai da igreja e apologista, Justino Mártir referiu-se ao cristianismo como a "Filosofia verdadeira", ao passo que o mestre cristão do século III, Clemente de Alexandria, identificou o pensador grego Sócrates como um "cristão antes de Cristo", já tempos mais tarde, no século XIII, o pensador Blaise Pascal, asseverou que o "deus dos filósofos não é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó!" O relacionamento entre a reflexão cristã e a filosofia constitui uma parte muito importante da história da teologia cristã, e fornece algumas das tensões mais emocionantes dessa história. E para seu melhor estudo, a teologia cristã foi dividida em períodos, os quais são: [a] O período Patrístico, c. 100 - 451; [b] A idade Média e o Renascimento, c. 1050 - c.1500; [c] Os períodos das Reformas e da pós-Reforma, c. 1500 - c. 1750; [d] O período Moderno e o pós-Moderno, c. 1750 - até os dias atuais. Fica evidente a dificuldade de traçar linhas divisórias nítidas entre muitos desses períodos, por exemplo, as relações entre a idade média, o renascimento e a reforma são controvertidas, e alguns acadêmicos entendem que os dois últimos períodos são uma continuação do primeiro, embora outros os vejam como períodos totalmente distintos um do outro. O que podemos afirmar é que a história da Teologia Cristã começa no século II, cerca de cem anos depois da morte e ressurreição de Cristo, com o início da confusão entre os cristãos no Império Romano, tanto dentro quanto fora da Igreja. Os desafios internos principais eram semelhantes a cacofonia de vozes que muitos cristãos em nossos dias chamariam de "seitas", ao passo que os desafios externos eram semelhantes as vozes que muitos hoje chamariam "céticos". É dessas vozes desafiadoras que surgiu a necessidade e os primórdios da ortodoxia - uma declaração definitiva daquilo que é teologicamente correto.