sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Primícia, Dízimo e Oferta


A PRIMÍCIA, ao pedir os primeiros frutos, Deus queria ser distinguido no coração de seus filhos. A entrega das primícias é uma forma de dar honra ao Senhor.

O sentido bíblico mais comum da palavra prímicia nos é revelada em Êxodo 23. 19: “As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus. ” No Antigo Testamento havia ordem de Deus para que o povo dedicasse os primeiros (e melhores) frutos de suas colheitas ao Senhor. Isso era feito quando esses frutos eram colhidos e levados aos sacerdotes como oferta consagrada a Deus no tabernáculo e mais tarde no templo. Era uma oferta de gratidão acima de tudo.

“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”. – Provérbios 3:9,10
Entregar as primícias é um ato de fé e de coragem. Em Romanos 11:16, está escrito que assim como são as primícias, são toda a sua totalidade. Se você entregar as primícias tudo o que você fizer será bem-sucedido. Precisamos entender a graça de dar por qualidade de princípios. 

Ao mencionar a necessidade de adorar ao Senhor em nossas finanças, a Palavra do Senhor fala sobre nossos bens e também sobre as primícias de nossa renda. Não se trata apenas de honrá-lo com nossos bens e nem tampouco de honrá-lo com a nossa renda, mas com as PRIMÍCIAS da renda. A definição que o Dicionário Aurélio dá acerca de primícias é: “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”. A definição bíblica não é diferente. As escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao ato de entregar-lhe as primícias, ou os primeiros frutos, a primeira parte de algo.

O Senhor nos honrará e seremos supridos em todas as áreas da nossa vida. Ninguém terá necessidade em sua casa, porque a bênção que chega sobre nós, sem acrescentar dor alguma, "A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores." (Provérbios 10: 22) entrará em nossa casa.

Ninguém nunca vai superar a Deus na graça de dar. Ele é o Senhor que libera a sua graça abundantemente com misericórdia sobre a nossa vida. Deus é fiel. Se você devolver o dízimo, ofertar, entregar as primícias, virá à bênção sobre você, sua família, seu ministério, sobre todos os seus bens. Entraremos nas bênçãos das primícias, porque Jesus Cristo é a maior das primícias João: 3: 16, assim, selaremos a provisão na casa do Tesouro.    

Entregar primícias, dízimos e ofertas não é fazer nada para Deus, e sim, para nós mesmos, porque é obediência de princípio, e toda obediência gera prosperidade. O melhor lugar de se plantar é no terreno do Senhor, porque certamente colheremos a cem por um, é uma colheita no sobrenatural. Todos que estão em Jesus têm direito de ser abençoados. 

Deus não deseja miséria para ninguém, só deseja bênçãos para todos os que querem receber da parte do Senhor. Esse é o nosso tempo. Deus começa uma nova história para você, começa a mover o relógio dos céus na sua vida e você não será mais envergonhado.

Está escrito em II Coríntios 8:9 que “conheceis a graça do Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos”. Esse é o Senhor da Glória, o Senhor dos céus, o Rei dos reis que faz alianças. Quem não quer trocar pobreza por riqueza? Todos querem. Essa é a natureza de Deus em nós. Ninguém que fazer aliança com a pobreza!

No Antigo Testamento, os dízimos e as primícias eram duas contribuições bem distintas e complementares. Os cristãos do Primeiro Século, segundo a Didaquê, entregavam as suas ofertas de primícias (normalmente aos profetas ou líderes cristãos), embora estivessem vivendo sob a Nova Aliança. Os sacerdotes da Antiga Aliança eram sustentados pelos dízimos; porém, eram honrados com as primícias. O Novo Testamento fala desse sustento dos ministros por meio de salários (2Co 11.8 / 1Tm 5.17), mas nos instrui a procedermos com outras formas de honra aos que nos ministram a Palavra de Deus (Gl 6.6).

O DÍZIMO é uma adoração, é intocável e inegociável; não é nosso, é do Senhor. Quem atrasa o dízimo precisa quebrar esse decreto de maldição (Levítico 27:30-34). Quando você não entrega o dízimo, está tirando o que é de Deus. O dízimo é o nosso ato de fidelidade. Quem não é fiel não entrega o dízimo e ainda alimenta pensamentos de que está dando dinheiro ao Pastor. Quem alimenta esses argumentos no coração está fechado às possibilidades de fidelidade e adoração.

Todas as pessoas que são dizimistas fiéis não passam necessidade. Podem até passar algumas situações complicadas para honrar compromissos, dentro da sua realidade; mas não foi Deus quem fez essas dívidas. Se houve compromisso dentro de obediência, Deus é fiel e vai fazer próspera a sua sementeira.

Qualquer outro compromisso que tivermos não elimina o dízimo. Nem se deve usar o dízimo para honrar outros compromissos. Quem faz isso fica inadimplente com Deus, e a inadimplência gera falência e escassez. Muitos na Igreja não conseguem ser fiéis a Deus. Fidelidade é caráter irrevogável. No século em que vivemos, existem muitas propostas para sermos infiéis, mas a Bíblia diz que Deus é fiel conosco toda a vida (II Timóteo 2:13). Deus é a essência da fidelidade.

Quando Deus permite que você mergulhe nEle, através de uma experiência verdadeira, é natural que você sinta em seu coração o desejo de ser fiel a Ele. Fidelidade faz parte da característica de Deus, da Sua essência. As necessidades pessoais que você tem, como trocar de geladeira, por exemplo, não podem anular o compromisso de ser dizimista fiel.   

Todo dizimista tem regalias diante de Deus. A primeira delas é a porta aberta para a prosperidade. Só será fiel ofertante quem for fiel dizimista, e a porta da fidelidade se abrirá.
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior   abastança” (Malaquias 3:10).

A OFERTA é uma decisão nossa para com Deus. Na oferta, damos o quanto queremos, ou não damos. A oferta é a oportunidade que Deus nos dá para termos a bênção de sermos libertos financeiramente no mundo espiritual. Na oferta, cada um diz quanto vai entregar ao Senhor.

Deus não precisa da nossa oferta. Você tem oferta para dar, porque Deus já lhe deu o suficiente para ofertar a Ele. Ele é o dono da nossa vida, o Senhor do nosso sustento, é Ele que nos dá a provisão para que possamos devolver a Ele. A oferta é, portanto, uma decisão do nosso coração, e uma forma de gratidão. 

Deus também falou que entregassem uma oferta movida. Que tipo de oferta é essa? É uma oferta de ação: eu vou agir para cumprir o propósito, eu vou entregar ao Senhor com toda seriedade do meu coração para ser honrado.

Deus também falou sobre uma oferta voluntaria - Ser incitado e impelido pelo Espírito Santo; de livre vontade. (Ex.35:29); Jesus foi impelido pelo Espírito Santo ao deserto, e de livre vontade se ofereceu para morrer por nossos pecados.

Deus quer te abençoar abundantemente e poderosamente, não se preocupe com o que comer ou beber e muito menos no que vestir, simplesmente seja fiel com os dízimos e as ofertas e primícias, e não se queixe que ganha pouco seja fiel no pouco e no muito Ele te colocará, isso é fato. Que Deus te abençoe!

3 comentários:

  1. Deus é fiel, sempre! Precisamos cumprir a nossa parte da aliança. Ele nos prometeu abundÂncia, prosperidade, ausência de necessidades, dentre outras coisas. Ele é fiel e continuará senod sempre. Ele não muda. Nós temos que buscar sermos fiéis em tudo aquilo que Ele nos designou. Sejamos fiéis nos dízimos que são entregues aos sacerdotes e nas ofertas! Que o Senhor os abençoe

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  2. É por ai fidelidade e obediência adam juntas, essa é a essência seja fiel no pouco e no muito ele te colocará... A paz Queridão...

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  3. De que maneira podemos honrar ao Senhor com a nossa renda e o que temos de melhor?

    Quando Salomão escreveu esse aconselhamento prevalecia o antigo concerto, onde, neste, era determinado que se levasse ao templo em Jerusalém as contribuições do povo na forma de dízimos e ofertas, como maneira de se honrar ao Senhor. A bênção de Deus voltaria para o ofertante se este cumprisse o mandamento na forma como foi determinado por Deus em entregar estas, que consistia no seguinte:

    1 NA ANTIGA ALIANÇA

    a) Dá-los a Arão e aos levitas (Números 18:1;6;12,13):

    Honrar a Deus com as fazendas e as primícias era suprir a necessidade daqueles que laboriosamente se dedicavam INTEGRALMENTE ao serviço do santuário, isto porque, Arão, seus filhos e seus auxiliares levitas foram proibidos por Deus de trabalharem na terra e/ou possuirem qualquer tipo de patrimônios, pois eles foram ungidos para o ministério sacerdotal entre o povo de Israel (Números 18:20-24).

    b) Reparti-los com os necessitados (Deuteronômio 14:28,29):


    2 NO NOVO TESTAMENTO

    Honrar ao Senhor com nossos bens no Novo Testamento significa tão somente obedecer aquilo que Jesus e os apóstolos nos legaram nas Escrituras.

    a) O cuidado com os pobres

    Em Lucas 18:18-25 vemos um jovem rico procurar Jesus para saber o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Após alguns questionamentos de Jesus sobre a observância dos mandamentos, o jovem declarou observá-los todos desde sua meninice, ao que Jesus ponderou que ainda faltava-lhe uma coisa, que seria a essencial: "vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me" (Verso 22).

    Infelizmente esse jovem achou difícil obedecer ao Mestre, pois seu coração estava firmado nas riquezas deste mundo. Mas, com Zaqueu foi diferente, pois este ao ouvir as palavras de Jesus se adiantou dizendo: "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." (Lucas 19:8).

    Na vida da igreja primitiva também observamos esta prática, pois a igreja era doutrinada na lei real que é a do amor ao próximo (Tiago 2:8). Alí os crentes eram instruídos a compartilhar o que tinham com aqueles que nada tinham, honrando assim ao Senhor com seus bens (Atos 4:32-37). Essa era a doutrina dos apóstolos.

    b) O cuidado com os obreiros do Senhor.

    Tal qual os levitas do antigo concerto, a igreja deve valorizar a vida dos obreiros verdadeiramente chamados por Deus. Para isso ela precisa notar o esforço e dedicação do mesmo na obra de Deus e assim, repartir com ele as suas bênçãos, como diz:

    "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1Timóteo 5:17).

    "E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui." (Gálatas 6:6).

    Fazendo assim estaremos honrando ao Senhor com aquilo o qual Ele nos tem abençoado, na certeza de que nos abençoará mais ainda.

    Estudo completo aqui:
    http://crentefeliz.blogspot.com.br/2013/10/honrando-ao-senhor-com-nossos-bens.html

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