sábado, 18 de fevereiro de 2012

O centurião e a fé inteligente.


Na antiga cidade de Cafarnaum aconteceu um fato que nos mostra com clareza a fé inteligente.
(Mateus:8: 5 ao 13)
E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe,
E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado.
E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde.
E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.
Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz.
E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus;
E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.

Esse texto confere com o tipo de fé procurada por Jesus, que é a fé inteligente. Não apenas porque ela busca razão para crer, mas, sobretudo, porque leva você a oferecer o melhor para Deus e tudo que você faz é com excelência.

O centurião justificou sua crença em Jesus Cristo porque cria na autoridade da sua palavra.
Ele mesmo estava acostumado tanto a obedecer quanto a exercer autoridade, baseado na autoridade de uma palavra. “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, e a lei natural da autoridade no mundo.

O centurião achou em Jesus a razão da sua fé. Aquele homem reconheceu sua autoridade divina e pediu-lhe apenas uma palavra.

A palavra que sai da boca de Deus não pode e não volta vazia e cumpre o seu objetivo. (Isaias: 55: 11) Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

Aproveitando que estou escrevendo sobre fé inteligente vou escrever um pouco sobre a fé como defesa.

Ao contrario do que muitos supõem a fé racional não é apenas instrumento de conquista e realizações de sonhos, mas ela também é uma ferramenta de defesa e manutenção dos sonhos realizados. Sobretudo da salvação eterna.

A salvação eterna é como um casamento: fácil de alcançar e difícil de manter a ponto de permanecer durante toda vida neste mundo. Assim como o ato de se casar é fácil, também é o fato de reconhecer Jesus como senhor e salvador, numa cerimônia religiosa.

E da mesma forma que relacionamento a dois exige sacrifício constante de ambas as partes para manter o casamento, acontece em relação à salvação. Ou seja, tem que negar a si mesmo, tomar a sua cruz e obedecer e seguir a Jesus.

Em quanto o amor une e mantém o casal, a fé une e mantém o contato com Deus. Mas tanto o amor quanto a fé exigem o sacrifício, sem o qual não há estrutura no relacionamento.   

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